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Meu Passado
:: 8.10.07 ::

Eu encontrei esse texto sem publicar, olha que interessante. Acho que não postei, pois não encontrei no blog.... enfim, lá vai, eu gostei.

Quando alguém se refere a algum louquinho, umas das primeiras características que destaca é o "falar sozinho".
- ih... tá falando sozinho? Cuidado, hein? Não tá batendo muito bem...

Então fica aquele clima no ar...
- Ninguém pode saber que eu falo sozinho, podem me achar perturbado, ficarem preocupados, ou vão tirar mó sarro.. Epa.. Eu estou falando sozinho de novo!

É um tabu.
- Se vc falar muito sozinho, pode ficar louco.

Como ficar vesgo e passar um vento ou bater punheta e crescer cabelo na mão. Ou melhor: Apontar pra uma estrela e nascer uma verruga na ponta do dedo!

Mas eu vou confessar. Eu falo sozinha. Falo muito, conto a minha vida para mim mesma. Choro minhas mágoas no meu ombro, discuto o melhor caminho, descrevo a cagada que o motorista ao lado fez. Às vezes me mando calar a boca. Conto pra mim o que estou sentindo e peço conselho.

Também finjo que a pessoa com quem gostaria de falar está ao meu lado e falo tudo. Sem medo de magoar. Tipo um treinamento, repito as frases, discuto qual melhor maneira de me impor e de me fazer entender.
Chego no Script perfeito, todas eus (ego, super ego,it, id, e tudo o mais que existe pra complicar...)concordam e chega a hora de falar com a pessoa de verdade: O que era mesmo? Meu Deus! estou gaguejando! Vou ter que treinar melhor. Me xingo muito depois.

E o Espelho? Puxa, eu acho demais. Quando eu começo a falar comigo olhando nos meus olhos, me sinto ridícula. Eu olho muito profundamente pra mim mesma e fico constrangida.

Eu percebi que as pessoas costumam falar muito sozinhas. Começa a perceber. Olha a tua volta e vê. As pessoas distraidamente estão mexendo os lábios, discutindo formas de viver ou de se fazer entender.
É um bom modo de soltar aquilo que está engasgado e não se tem coragem de dizer ou simplesmente porque ninguém ouve.Quem é melhor seu ouvinte senão você mesmo?


Aliás, adivinha quem me ditou esse post?

Chafurdado por Clarice, às 21:16.
Bota aqui o seu pezinho...
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:: 7.10.07 ::

Meu Deus! O meu blog está funcionando de noooovo!!!!!!!!! Que beleza! A globo.com tinha me bloqueado para eu pagar assinatura.. que que aconteceu???
Chafurdado por Clarice, às 22:10.
Bota aqui o seu pezinho...
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:: 18.4.05 ::

Faz tempo que eu não escrevo né.. dei um tempo, estou meio deprê, crise dos trinta, desemprego, falta de confiança... enfim. Uma merda. Continuo assim, mas resolvi escrever alguma coisa.

Essa madrugada fui delicadamente acordada pela minha irmã com crise de cólica. A porta abriu bruscamente e apareceu um vulto descabelado e gemendo na minha frente e pedindo um buscopan e chamando numa voz fraca: Clarice, Clarice. Só faltou o relâmpago atrás dela para eu ter uma parada cardíaca.
Ajudei dando um dorflex, esquentei uma bolsa térmica e fui dormir.
Dormir? Rá. A cabeça ficou a mil depois dessa adrenalina toda. E pensei em algo para escrever e mostrar que meu blog blog não está abandonado por completo.

Bichos
Lembrei dos bichos lá de Recife, da casa da minha Vó e do bairro em que vivia. Cavaleiro. Porcos , cabras e toda sorte de bichos pela rua, chafurdado lixos jogados ao léu. Às vezes aparecia uma ou outra vaquinha, mas a maioria eram suínos e caprinos. Tinham galinhas, pintinhos, burricos, cavalos...
Às vezes eu morria de medo de passar por determinado lugar, porque os porcos eram gigantes! E se um galo idiota viesse pe bicar?
A casa da minha avó também tinha bastente bicho.
O primeiro que me vem à mente é o Joe. Um pastor alemão super feroz, que foi muito maltratado na sua infância pela molecada na rua. Cresceu amargurado e bravo. Detestava crianças. Ficava preso o dia inteiro e só podia esticar as patas à noite. Pouca gente chegava perto dele, mesmo a galera da família. Eu o via uma vez por ano, mas gostava muito do Joe e não tinha medo, ficava fazendo carinho e cheguei a passear com ele, o que, pensando agora, era um absurdo pois eu tinha uns doze anos e ele era maior que eu. Podia ter acontecido uma tragédia. Eu saía com ele na rua e todos sumiam. A fama que ele tinha de ser mal era muito grande e ele fazia jus.
Lá também vivia uma família de jabutis: Fred, Wilma, Pedrita.... Eram leeeentos...Aliás, são. Ainda vivem com minha vó em outra casa. Mas o que eles mais gostavam de fazer era tentar fugir de casa. Era o portão ficar aberto 5 minutos que ficavam rápidos e fugiam. Esses jabutis fingiam que eram lerdos. Uma vez, de noite, acordei com um barulho grotesco vindo do quintal. Uns gritos roucos, curtos e ritmados. Às vezes uns urros mais longos. Levantei e fui procurar a origem. Encontro o Fred em cima da Wilma. Eu fiquei espantada. Nunca tinha ouvido som algum daqueles bichos. Que sexo escandaloso!
Quando meu pai ia pra Recife, minha vó comprava com certa antecedência um monte de Guaiamuns e criava num tanque de ferro enorme no quintal. Guaiamuns são caranguejos azuis, maiores e mais saborosos. Quando cozidos ficam da mesma cor: rosados. Eu ficava vendo os bichinhos andando de um lado pro outro, subirem uns em cima dos outros, brigarem, todos condenados. E meu pai todo feliz, com água na boca.
Uma vez eu cheguei lá e tinha um bode no quintal. Não lembro mais nada.
No sítio do meu tio tinha uma vaquinhas lindas e gulosas. Tenho até uma gravação em vídeo, onde eu estou com um saco de caju filmando meu primo catar mais e de repente vejo uma das vacas vindo em minha direção. Acelera e começa a correr. Entro em pânico e saio correndo com a mimosa atrás. Infelizmente eu desligo o vídeo para correr melhor morro acima. E a vaca atrás. Meu primo logo atrás, mandando eu soltar o saco de caju e rindo. E eu gritando e correndo.
Nesse sítio eu me acabava de tanto comer caju e jaca dura. Coisa que aqui em Sampa não tem. Só jaca mole. Blééé.
Havia também no sítio um bando de gansos bravos que dava carreira em todos que apareciam. Covardes. Só não davam no meu pai. Ele consegue meter medo até nesses penosos! Os bichos começavam a correr para pegar meu pai pelas costas e paravam na hora que ele olhava pra trás. Disfarçavam, meu Deus.

Chega.
Beijinhos a todos. Ao Arimura que defendeu o bostão do Gamarra.

Escrevi esse post ao som de Ivan Lins, Stevie Wonder e George Benson. Delícia!

Chafurdado por Clarice, às 14:05.
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:: 17.2.05 ::

Desde manhã o Gamarra estava atacando o piano. Desesperado, empurrava e arranhava, gania, fuçava, babava e bufava no pobre piano da sala. Conseguiu tirá-lo do lugar e fazer um furo no pano de trás. O Gamarra foi xingado, chutado, preso, amaldiçoado. Se deixasse, esse boxer filho de uma cadela ia destruir o piano!
No final do dia, lá estava ele de volta nervosão em volta do piano. Podiam ser várias coisas:

  • Uma barata.

  • Uma das bolinhas de borracha dele.

  • Outro brinquedinho estúpido.

  • Alguma comida que foi paar lá embaixo.

  • Um rato.


Eu e minha mãe resolvemos puxar o piano e dar uma olhada. abrimos a parte superior e, com ajuda de uma lanterna, vasculhamos todos os detalhes. Nada. O gamarra estava preso para não atrapalhar. Segundo passo, olhar atrás, onde o imbecil rasgou o pano. Deve ser um ninho de baratas, sei lá. Colocamos a lanterna dentro e nada vimos. Eu desencanei e fuio fazer uns cookies de aveia. Minha mãe me chama e mostra um pedacinho de pão mofado que ela encontro dentro do piano. Ó meu Deus. Será um rato? Mas um pão tão velhinho, mofado.. Devia ser de algum morador antigo. Voltei para os meus cookies. Nessa hora, a sala já estava deserta, minhas irmãs já estavam devidamente escondidas em seus respectivos quartos. Minha mãe continuou colocando em prática suas horas de televisão assistindo ao CSI e investigando o que poderia ser. Me chama de novo e mostra uns cocozinhos.
- Será que é cocô de rato, Clarice?
Olhei e vi.
- São sim, mãe. Deve ter sido o banheiro do ratinho que morava aí. Não respira muito perto.
Nesse momento o Gamarra escapa da cozinha e, com sua cabeça em formato de bigorna, abre um rombo em outra parte do pano do piano. Em baixo de socos, pontapés e ofenças sobre sua pessoa, o cão idiota se retira do recinto. E eu volto aos cookies. De novo minha mãe chama.
- Encontrei! Tem um ratinho aqui!
- E agora, como ele vai sair daí sem desmontar o piano?
- Vem dar uma olhada, Clarice.
- Eu, hein? credo.
- Ele é pequenininho, tá com medo, parece até amarelinho, coitadinho. não vai fugir. Pode olhar. Quando eu colocar a vassoura desse lado, ele vai aprecer ali, tá bom? Toma a lanterna.
Como planejado, ele apareceu, só com a cabecinha. Que gracinha! tão bonitinho e.... aaaaaaaargh! pulou pro meu lado e saiu correndo! O bicho era enorme! Cinza escuro! Gritos de desespero meu e da minha mãe. Agora a gente chamava o Gamarra e ele demorou um segundo a mais pra responder, meio desconfiado, mas chegou a ver o nojentinho entrar numa estante. Eu corri pra cozinha e subi numa cadeira, sem pressa de descer. Mas o Gamarra foi rápido e com uma mordida já matou o meliante, quebrando os seus ossinhos nojentos. Impressionante como o Gamarra mata e não deixa nenhum machucado, só esmaga com os dentes. O bichinho parecia dormir em paz.
Pensam que acabou? Não.
Depois a novela foi tirar o rato do Gamarra. Ele gosta de guardar as vítimas. Então a gente tem que atrair o cão com alguma guloseima e prendê-lo enquanto alguém tira o cadáver do lugar dele e joga fora.

Galera, té a próxima.

Chafurdado por Clarice, às 09:23.
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:: 9.2.05 ::

"Vc pensa que cachaça é água,
Cachaça não é água não
Cachaça vem do Alambique
E água vem do Riberão

Vc pensa que mulher é manga
Mulher não é manga não
Manga se descasca e chupa
Mulher não se descasca não"


Mais um carnaval se foi e eu... bom... eu, como uma paulistana sem graça, não sinto muito.
Passei dois dias acompanhando o namorado no carnaval de Guarulhos, literalmente em cima do palco. O Pedro é baixista de uma banda de carnaval e toca há 4 anos na cidade pela prefeitura. É um projeto muito legal.
Axé, marcha, frevo, reggae...
Ganhei muuuuuita camisinha.
Por falar nisso, não é revoltante aquela galera que ganha a camisinha e, em vez de usar mais tarde pra uma trepadinha, enche de ar e fica jogando que nem bexiga? É um bando de broxas. Ou o pau desses caras é tão pequeno que a bichinha fica sambando.
Porra, dá pra mim que eu conheço o uso correto!!!!!!!!!!!!!

____________________________

O Mateus já imita a mãe dirigindo:
Entra no carrinho, faz os tradicionais barulhos de Brum! Brum! e fala com voz alterada:
-Tipaliu!

Ainda do meu pequenininho falador:
Ele aprendeu com o irmão a subir no portão. Escalar seria a palavra exata. E agora achou uma ótima utilidade para esse exercício. O sem-vergonhinha escala o portão, abre o trinco e foge. Um ano e nove meses! Tô ferrada. Esse vai dar trabalho.

Eu sei que tenho um monte de coisas pra falar, mas esqueci tudo. Sou meio devagar.

Beijos!!

Chafurdado por Clarice, às 22:35.
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Idade: Acima da desejada

Profissão: Aspirante a programadora mas dando uma de Web Designer de araque

O que gosta: Música, computador e sexo, muito sexo e mais sexo ainda. Mas isso não significa que eu seja ninfo ou estou convidando alguém para transar. Sou comprometida e falei que gosto tanto de sexo só por necessidade idiota de tocar no assunto.
::..Frase..::
"Ópera é quando um sujeito recebe uma facada nas costas e, em vez de sangrar, canta."
Ed Gardner
"To be is to do (Sócrates). To do is to be (Sartre). To be to be do (Sinatra)."
Abertura de Subway, 1995
"Senhora, eu vos amo tanto Que até por vosso marido Me dá um certo quebranto."
Mário Quintana
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Feito por Clarice Guimarães
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